Física ou Química. Qual a melhor técnica para remediação?

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Atualmente muitas técnicas de remediação que usam princípios físicos estão sendo substituídas por técnicas de redução químicas e biológicas, por apresentarem resultados satisfatórios em um período de tempo inferior com menores custos. Depois de uma década ressurgem algumas discussões e trabalhos reafirmando a eficiência das técnicas de tratamento físicas e comprovando que elas podem se tornar ferramentas importantes a serem utilizadas como estratégias para encerramento de um caso.

A ineficiência das técnicas físicas geralmente estão relacionadas aos prazos muitos longos para se atingir os objetivos e alcançar os limites determinados por uma avaliação de risco. Esses problemas geralmente ocorrem em casos onde a remediação é realizada sem a elaboração de uma boa investigação e um modelo conceitual adequado, dificultando a compreensão das diferentes permeabilidades nas espessuras das unidades hidrogeológicas, impedindo a obtenção de um resultado satisfatório com uma técnica de remediação física.

Atualmente nosso mercado ambiental disponibiliza técnicas de investigação de alta resolução que ajudam na detecção das heterogeneidades e um entendimento melhor do meio físico, incrementando a elaboração do projeto de remediação, permitindo uma melhor compreensão da pluma de contaminação, da hidrodinâmica da remediação e um melhor entendimento da difusão de massa dos contaminantes dos meios menos permeáveis ​​do aquífero para os mais permeáveis, a chamada difusão reversa (backdiffusions), sendo essa a principal causa da ineficiência das remediações físicas elevando o tempo da remediação e consequentemente os custos ao longo do tempo.

Com a aplicação dessas novas técnicas de investigação e um melhor entendimento da heterogeneidade do meio, mudamos nossa mentalidade de “remediar em todos os lugares” para um foco no fluxo de massa. Compreender melhor esse transporte dos contaminantes no meio, fenômenos como a advecção, dispersão e difusão ajudam na eficiência das remediações, pois conseguimos entender melhor a formação das plumas de contaminações e como ela se comportará após a implementação da remediação, realizando intervenções na massa que se move, podemos ter um controle melhor desse fluxo, reduzindo significativamente as concentrações dos contaminantes no aquífero e atingindo rapidamente os objetivos da remediação.

Portanto em nosso dia a dia, a escolha da técnica de remediação deve ser baseada em um modelo conceitual bem elaborado e no entendimento do fluxo de massa dos contaminantes nesse meio. Contamos com um avanço tecnológico muito grande em determinadas técnicas físicas, ganhando destaque no mercado de remediação de áreas contaminadas, atuando justamente com base nos conceitos de fluxo de massa. Dentre essas técnicas podemos destacar:

–       Recirculação Direcionada da Água Subterrânea (DGR);

–       Recuperação Térmica Avançada do Contaminante (Thermal);

–       Estabilização / Solidificação In-Situ (ISSS);

As técnicas de tratamento físicas tem demonstrando grande eficiência em muitos casos na contenção das plumas de contaminação, tanto fase livre como dissolvida, em pequenas e grandes escalas. Sendo assim, não devemos descartar nenhum tipo de técnica que usa mecanismos físicos para remediar, independentemente da heterogeneidade do aquífero e das complexidades da química. Ultimamente novos produtos químicos estão sendo criados para remediação e aplicados sem nenhum controle. Esses tipos de aplicações podem acabar gerando subprodutos mais nocivos do que os contaminantes, tornando o problema ainda maior.

Utilizando-se das técnicas de investigação de alta resolução podemos compreender melhor o fluxo de massa dos contaminantes conforme a heterogeneidade do meio. Com isso em mente é que devemos escolher a melhor técnica para um projeto de remediação. Dependendo da complexidade do caso, ambas as técnicas, físicas e químicas, devem ser utilizadas de forma complementar, só assim caminharemos para o encerramento do projeto e entrega da área remediada.

Fabio Minzon – Engenheiro e Diretor da Hidrosuprimentos.

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Hidrosuprimentos

A HIDROSUPRIMENTOS é uma empresa pioneira no Brasil na produção de equipamentos nacionais de qualidade para aplicação em hidrogeologia, amostragem, monitoramento e remediação. Dispõe de uma completa linha para venda e locação, com garantia e assistência técnica. HIDROSUPRIMENTOS. Tecnologia a serviço do meio ambiente.

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