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Contaminação por LNAPL, um problema ainda a ser resolvido

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Os números atuais impressionam, no Estado de São Paulo há quase 5 mil áreas definidas pela Cetesb como contaminadas, em suspeita de contaminação ou em processo de remediação. A maioria dessas áreas são postos de combustíveis, mas há também atividades agrícolas envolvendo agrotóxicos e setores industriais e de resíduos. Algumas dessas áreas poderão ser remediadas, mas em outras, simplesmente não há tecnologia o suficiente para reparar esse dano.

Por causa dos postos de combustíveis, temos uma grande problema de contaminação de solo e água subterrânea ainda a ser resolvido no estado de São Paulo. Dados da Cetesb de dezembro de 2013 destacam a quantidade de postos de combustíveis 3.597 (75% das áreas cadastradas). Também podemos notar a cada ano, nesse tipo de atividade, o aumento do numero de áreas em processo de remediação. Mas o total de áreas remediadas no estado de São Paulo ainda é muito baixo para um processo de licenciamento ambiental, seguindo a resolução CONAMA 273/2000, com mais de 14 anos de vigência nacional.

Por mais de uma década técnicas convencionais de remediação, como o Pump&Treat e o MPE, ainda são as mais utilizadas em postos de combustíveis. Analisando esses dados da CETESB notamos que essas técnicas possuem um certo tempo de eficiência no processo de remediação de fase livre LNAPL.

Ao longo desses últimos anos profissionais da área vem discutindo inovações sobre contaminação por DNAPL, esse tipo de contaminação apresenta um complexidade muito superior do que os LNAPL. Acredito que essa problemática seja a realidade de países mais desenvolvidos do que o Brasil, porém ainda não é a nossa realidade atual. Acredito que o nosso foco ainda deva ser a contaminação por LNAPL, por um bom tempo. Isso pode ser facilmente comprovado através dos dados apurados pelo setor de áreas contaminadas do órgão regulamentador do estado de São Paulo (CETESB).

Como podemos discutir técnicas de remediação por DNAPL se ainda não resolvemos casos mais simples causados por LNAPL? Temos áreas em processo de remediação com mais de 10 anos. Sem dúvida aprendemos e evoluímos muito com as inovações apresentadas nos congressos e eventos internacionais, porém não podemos nos iludir, essa não é a nossa realidade. Tecnicamente a base da literatura e referências que usamos para remediar nossas áreas contaminadas por LNAPL, na maioria são todas norte americanas. Sabemos que muitos desses estudos e pesquisas são realizados em solo com características totalmente distintas. Por exemplo: o solo arenoso que aparece em muitas dessas literaturas norte-americanas não é nada parecido com o solo argiloso que encontramos no interior de São Paulo.

Acredito que o foco seja estudar melhor a eficiência dessas técnicas de remediação aplicadas para as nossas realidades. Sempre tentamos seguir ou copiar o que outros países mais desenvolvidos ainda estão pesquisando e aprendendo, perdendo o nosso foco e tempo que deveríamos utilizar para desenvolver novas e tecnologias próprias de remediação. No dia a dia escutamos especialistas dizerem que o estado de São Paulo está bem próximo dos países desenvolvidos de primeiro mundo, no que se diz respeito em tecnologia de remediação em áreas contaminadas. Porém dados e trabalhos executados na prática nos mostram uma realidade totalmente diferente. Se essa realmente fosse nossa realidade tínhamos encerrados boa parte desses casos de remediação por LNAPL no estado de São Paulo. 

Enquanto as remediações em postos de combustíveis estiverem sendo executadas baseadas em uma investigação inadequada, não entenderemos as razões para essa ineficiência. Investindo mais no processo de investigação entenderemos melhor as causas dessa ineficiência para assim adaptarmos as tecnologias estrangeiras já existente, ou porque não desenvolver novas técnicas de remediação mais apropriadas para a nossa realidade. Pense e reflita. 

Fabio Minzon – Engenheiro e Diretor da Hidrosuprimentos.

Física ou Química. Qual a melhor técnica para remediação?

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Atualmente muitas técnicas de remediação que usam princípios físicos estão sendo substituídas por técnicas de redução químicas e biológicas, por apresentarem resultados satisfatórios em um período de tempo inferior com menores custos. Depois de uma década ressurgem algumas discussões e trabalhos reafirmando a eficiência das técnicas de tratamento físicas e comprovando que elas podem se tornar ferramentas importantes a serem utilizadas como estratégias para encerramento de um caso.

A ineficiência das técnicas físicas geralmente estão relacionadas aos prazos muitos longos para se atingir os objetivos e alcançar os limites determinados por uma avaliação de risco. Esses problemas geralmente ocorrem em casos onde a remediação é realizada sem a elaboração de uma boa investigação e um modelo conceitual adequado, dificultando a compreensão das diferentes permeabilidades nas espessuras das unidades hidrogeológicas, impedindo a obtenção de um resultado satisfatório com uma técnica de remediação física.

Atualmente nosso mercado ambiental disponibiliza técnicas de investigação de alta resolução que ajudam na detecção das heterogeneidades e um entendimento melhor do meio físico, incrementando a elaboração do projeto de remediação, permitindo uma melhor compreensão da pluma de contaminação, da hidrodinâmica da remediação e um melhor entendimento da difusão de massa dos contaminantes dos meios menos permeáveis ​​do aquífero para os mais permeáveis, a chamada difusão reversa (backdiffusions), sendo essa a principal causa da ineficiência das remediações físicas elevando o tempo da remediação e consequentemente os custos ao longo do tempo.

Com a aplicação dessas novas técnicas de investigação e um melhor entendimento da heterogeneidade do meio, mudamos nossa mentalidade de “remediar em todos os lugares” para um foco no fluxo de massa. Compreender melhor esse transporte dos contaminantes no meio, fenômenos como a advecção, dispersão e difusão ajudam na eficiência das remediações, pois conseguimos entender melhor a formação das plumas de contaminações e como ela se comportará após a implementação da remediação, realizando intervenções na massa que se move, podemos ter um controle melhor desse fluxo, reduzindo significativamente as concentrações dos contaminantes no aquífero e atingindo rapidamente os objetivos da remediação.

Portanto em nosso dia a dia, a escolha da técnica de remediação deve ser baseada em um modelo conceitual bem elaborado e no entendimento do fluxo de massa dos contaminantes nesse meio. Contamos com um avanço tecnológico muito grande em determinadas técnicas físicas, ganhando destaque no mercado de remediação de áreas contaminadas, atuando justamente com base nos conceitos de fluxo de massa. Dentre essas técnicas podemos destacar:

–       Recirculação Direcionada da Água Subterrânea (DGR);

–       Recuperação Térmica Avançada do Contaminante (Thermal);

–       Estabilização / Solidificação In-Situ (ISSS);

As técnicas de tratamento físicas tem demonstrando grande eficiência em muitos casos na contenção das plumas de contaminação, tanto fase livre como dissolvida, em pequenas e grandes escalas. Sendo assim, não devemos descartar nenhum tipo de técnica que usa mecanismos físicos para remediar, independentemente da heterogeneidade do aquífero e das complexidades da química. Ultimamente novos produtos químicos estão sendo criados para remediação e aplicados sem nenhum controle. Esses tipos de aplicações podem acabar gerando subprodutos mais nocivos do que os contaminantes, tornando o problema ainda maior.

Utilizando-se das técnicas de investigação de alta resolução podemos compreender melhor o fluxo de massa dos contaminantes conforme a heterogeneidade do meio. Com isso em mente é que devemos escolher a melhor técnica para um projeto de remediação. Dependendo da complexidade do caso, ambas as técnicas, físicas e químicas, devem ser utilizadas de forma complementar, só assim caminharemos para o encerramento do projeto e entrega da área remediada.

Fabio Minzon – Engenheiro e Diretor da Hidrosuprimentos.

Reciclagem: veja mais de mil locais para entregar seu lixo em SP

 

“Para aumentar a taxa de reciclagem da cidade, hoje abaixo de 2%, é fundamental que mais pessoas passem a separar e entregar lixo nos postos de coleta. O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado na quinta (5), é uma boa deixa para começar a fazer isso.

Em casa, é preciso separar os restos em duas lixeiras: uma para o lixo molhado, como comida e papéis sujos, e outra para os materiais secos, como embalagens (que precisam estar livres de sujeira).

Eletrônicos, medicamentos e pilhas devem ser entregues em endereços diferentes, pois contém substâncias que precisam de tratamento diferenciado.

Veja abaixo o mapa completo com os locais de coleta de recicláveis operados pela prefeitura mais próximos de onde você mora. Os endereços foram fornecidos pela Amlurb, órgão que controla a limpeza pública na cidade.

Algumas ruas, por não estarem listadas no Google Maps, não puderam ser incluídas.”

 

CLIQUE NA FIGURA ABAIXO PARA ACESSAR O MAPA INTERATIVO:

 

Editoria de Arte/Folhapress

Link original: http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2014/06/1460717-reciclagem-veja-mais-de-mil-locais-para-entregar-seu-lixo-em-sp.shtml

 

Fonte: Folha de S. Paulo