Semana Estado de Jornalismo Ambiental tem inscrições abertas até segunda

 

“Durante quatro tardes, de 3 a 6 de junho, estudantes de jornalismo terão a oportunidade de participar de mais uma edição da Semana Estado de Jornalismo Ambiental, realizada na sede do Estadão, na cidade de São Paulo. O tema principal deste ano será “Jornalismo Ambiental – Um universo de pautas sustentáveis” e, para abordar diferentes áreas dentro dessa proposta, estão convidados especialistas em meio ambiente, representantes de ONGs que lutam pela preservação do planeta e jornalistas que trabalham na cobertura desses assuntos. Além das palestras no auditório do Estadão, os universitários participantes terão a chance de concorrer ao 2º Prêmio Tetra Pak de Jornalismo Ambiental.

O programa deste ano traz algumas ótimas novidades. No momento da confirmação de inscrição, enviada diretamente ao e-mail dos alunos, eles podem optar por se inscreverem também em atividades extras que serão realizadas no período da manhã, a partir das 10h30, na sede do Estadão. No dia 4 de junho será uma palestra especial com Marina Amaral, falando sobre todo o trabalho de apuração do dossiê Amazônia, produzido pela Agência Pública. Para o dia 5 está programado um workshop com o jornalista Gustavo Faleiros, do site InfoAmazonia. Além disso, todos os alunos inscritos na Semana Estado de Jornalismo Ambiental estão convidados para a pré-estreia do filme Amazônia – Planeta Verde, no Shopping JK Iguatemi, na manhã do dia 6 de junho.

O 2º Prêmio Tetra Pak de Jornalismo Ambiental também traz uma inovação. O vencedor receberá uma viagem de 9 dias para Austin, nos Estados Unidos, para participar de um programa personalizado de estágio, organizado pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas. Durante a visita o ganhador estará em contato com professores e jornalistas especializados em meio ambiente no campus da Universidade do Texas e nos meios de comunicação locais. Um estudante da universidade será especialmente designado para receber o ganhador.

Os seis finalistas, como no ano passado, ganharão uma viagem ao Estado do Paraná, para conhecer as reservas florestais locais.

Para concorrer ao prêmio os alunos precisarão ter 100% de frequência nas palestras e deverão produzir um texto jornalístico a partir de pauta anunciada durante a abertura do evento. Os seis finalistas terão suas matérias divulgadas no site do Estadão e o texto do ganhador será publicado também na edição impressa do jornal.

Podem participar da Semana Estado de Jornalismo Ambiental alunos de todas as universidades de jornalismo do País. As inscrições devem ser feitas diretamente com os coordenadores dos cursos, até o final desta segunda-feira, 26.”

 

Fonte: Marilena Bernicchi de Oliveira – O Estado de S. Paulo

Checklist para Adaptação Climática da EPA pode ser útil nos projetos de remediação

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Muitos dos processos de descontaminação das áreas industrias abandonadas, as fomasos “Bronwfields” dos EUA, inclui projetos de remediação da água subterrânea.

Para garantir a eficácia da descontaminação dessas áreas industriais abandonadas mesmo com as mudanças climáticas atuais, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA adicionou um novo termo e condição nos seus acordos de cooperação, começando com FY13 Descontaminação e o Empréstimo com Fundo Rotativo (RLF). Subsídios que exigem aos seus beneficiários: “Avaliar a capacidade de resistência da opções de remediação em função das condições previsíveis razoavelmente das mudanças climáticas (por exemplo: aumento do nível do mar, o aumento da frequência e intensidade das inundações e / ou eventos climáticos extremos, etc.) “

A EPA portanto criou essa Lista de Verificação para Análise das Alternativas de Descontaminação das Brownfield (ABCA) para ajudar no processo de descontaminação e os beneficiários do fundo RLF atender este novo termo e condição. Abaixo segue o link para download desse checklist:

http://migre.me/jjqIN

Para um leitura completar você também poderá acessar o site da EPA através do link:

http://migre.me/jjqNK

Boa leitura a todos colegas!!

Fabio Minzon – Engenheiro e Diretor da Hidrosuprimentos

Desenvolvimento de Tecnologias para Remediação de Solo e Água Subterrânea

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Com o objetivo de recuperar áreas contaminadas por HCH (hexaclorociclohexano) o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) desenvolveu recentemente um projeto-piloto de “Desenvolvimento e Validação de Tecnologias para Remediação In Situ”, em que foram realizados ensaios laboratoriais para caracterização físico-química do solo e de resíduos para análise e remediação de áreas contaminadas, executando o diagnóstico por meio de modelos numéricos, que avalia o risco à saúde humana. Além disso, as pesquisas determinam metas de intervenção nestas áreas e o respectivo projeto para sua remediação e seu controle por monitoramento.

A execução do projeto prevê a inserção dentro da capacitação institucional de novas tecnologias para a recuperação de áreas contaminadas como dessorção térmica, oxidação química, biorremediação, fitorremediação e nanotecnologia. O projeto inicialmente foi realizado em um terreno localizado no bairro Vila Metalúrgica na cidade de Santo André (SP), onde anteriormente, havia sido autorizada a instalação de um aterro municipal. Estima-se que no local houvesse cerca de 30 mil toneladas de solo contendo o HCH, que faz parte dos organoclorados.

O engenheiro e pesquisador do CT-GEO (Centro de Tecnologias Geoambientais), Scandar Gasperazzo Ignatius define HCH como um típico representante dos pesticidas organoclorados, pois é um composto químico de origem industrial que possui forma molecular C6H6Cl6. O HCH foi sintetizado pela primeira vez na França, no ano de 1825, por Michael Faraday. Ele existe em oito formas químicas, denominadas de isômeros, dentre as quais as relevantes do ponto de vista comercial e, portanto, de maior impacto ambiental são as formas alfa, beta, delta e gama, também conhecidas pelo nome de “Lindano”, que possui a ação pesticida.

“O HCH foi o pesticida organoclorado mais produzido e usado, estimando-se uma utilização mundial de 10 milhões de toneladas, que resultaram em milhares de áreas contaminadas. Hoje está proibido em muitos países desenvolvidos, mas devido à sua persistência e recalcitrância, ainda são responsáveis por graves problemas toxicológicos, principalmente em sítios industriais, onde a produção de lindano foi realizada sem os cuidados adequados e levaram a graves contaminações ambientais”, explica Ignatius.

Com a expansão e modernização da agricultura nacional, o uso de agrotóxicos aumentou expressivamente. O controle das pragas que anteriormente era feito por agentes naturais ou métodos mecânicos, foi substituído pelo uso de compostos químicos sintéticos. O desenvolvimento de pesticidas teve uma importância considerável no aumento da atividade agrícola devido ao seu baixo custo e sua alta eficiência.

Neste período, a população rural foi a mais afetada pelos agrotóxicos, causando a morte de inúmeras pessoas nas décadas de 1960 e 1970. O conhecimento do uso destes produtos nem sempre está relacionado a fontes disponíveis e confiáveis. Até meados da década de 1980. A principal fonte de informação sobre a produção, importação e exportação de agrotóxicos clorados no Brasil foi o arquivo de dados estatísticos do antigo CDI (Conselho de Desenvolvimento Industrial).

Segundo a CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), até novembro de 2008, somente no Estado de São Paulo existiam 2.514 áreas contaminadas, também conhecidas como hot spots. Os principais grupos de contaminantes encontrados nestes locais foram solventes aromáticos, combustíveis líquidos, hidrocarbonetos PAHs (Policíclicos Aromáticos), metais e solventes halogenados. As 142 áreas de destaque foram contaminadas por solventes halogenados, 53 por fenóis halogenados, 43 por solventes aromáticos halogenados, 35 por biocidas, 21 por PCBs (Bifenilos Policlorados) e 2 por dioxinas e furanos.

Investimentos e estudos

Para a execução total do projeto durante quatro anos, foram investidos 15,8 milhões de reais, onde 14,24 milhões de reais foram cedidos BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social), 602 mil reais pelo IPT e 980 mil reais do contratante do projeto, o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo). Trata-se do primeiro projeto tecnológico do IPT a receber financiamento do FUNTEC (Fundo de Tecnologia do BDNES), pois para o banco a problemática dos organoclorados é de interesse nacional.

Ignatius elucida que basicamente, essa substância que está sendo estudada é detectada por meio de ensaios químicos de amostras integrais de solo. Contudo, durante o projeto os ensaios de caracterização geotécnicos, como determinação das massas específicas natural e seca e dos grãos: granulometria, teores de umidade e de matéria orgânica, capacidade de troca catiônica, condutividade elétrica, pH entre outros, foram realizados concomitantemente às análises químicas, auxiliando desta forma na classificação e interpretação dos resultados sobre as características físicas dos resíduos e dos solos que continham mais quantidade ou menos deste composto adsorvido.

Embora cinco alternativas para mitigação deste problema tenham sido apresentadas, o projeto propôs como tecnologia mais adequada a dessorção térmica in situ, devido as grandes quantidades que inviabilizam a escavação e o transporte, assim como as elevadas concentrações que impedem a disposição em outros locais. Essa técnica envolve basicamente a aplicação de calor ao solo, por meio de ponteiras aquecedoras cravadas no subsolo, associadas a ponteiras de extração do vapor gerado tratado na superfície antes da liberação à atmosfera. A tecnologia de dessorção térmica foi aplicada durante tempo suficiente para a redução de 100% do contaminante e mostrou ser a mais eficaz das opções.

O cálculo dos custos para a remediação comparado à avaliação técnico-econômica das tecnologias foi feito através da criação de um modelo que considerou as etapas de montagem, operação, descomissionamento e monitoramento para uma célula com volume de solo contaminado de 2.196 metros cúbicos. Os resultados apresentaram que o custo da técnica de oxidação com o uso do permanganato de potássio foi o mais baixo, porém o menos eficiente, e a técnica de dessorção térmica a 170ºC foi a mais eficiente, mas com o segundo maior custo entre as outras.

A escolha considerou o gerenciamento de risco, desenvolvimento sustentável, adequação à viabilidade técnica, relação custo-benefício, satisfação das partes envolvidas e os dirigentes do projeto. O projeto-piloto trabalhou com quatro indicadores de desempenho das tecnologias para a tomada de decisão, que são eficácia em função do risco (atingir a concentração máxima aceitável, para não ocorrer risco de contaminação), a eficiência (razão entre a eficácia e o tempo), os custos e a carga ambiental dentro da metodologia, ou seja, a avaliação do ciclo de vida.

Equipamentos utilizados

Para a realização dos estudos, foi utilizada uma Unidade Móvel do IPT, especializada na Avaliação de Resíduos de Poluição do Solo, equipada com uma ferramenta responsável por qualificar e quantificar certos tipos de contaminantes presentes no local. A Unidade Móvel é composta por uma van, onde internamente foi projetado um laboratório que armazena todos os acessórios necessários para realização das

sondagens e amostragens, assim como para o armazenamento em temperatura adequada (4°C) e descontaminação destes equipamentos usando diferentes tipos de soluções.

O equipamento executa a caracterização do perfil estratigráfico e geoambiental do subsolo, onde é possível utilizar uma sonda que aquece o solo em até 120°C, volatilizando os contaminantes e detectando sua presença em tempo real. O equipamento indica o local mais adequado para a coleta das amostras, facilitando as análises laboratoriais e diminuindo custos. A sonda MIP (Membrane Interface Probe) é comumente utilizada para delimitação de VOCs (Compostos Orgânicos Voláteis) no subsolo de maneira semiquantitativa. Essa tecnologia foi utilizada com o objetivo de avaliar alguma interferência do HCH em um de seus detectores, assim como a sua presença acoplada ao comparecimento de algum VOC ainda não identificado na área.

“Por meio de um penetrômetro multifunção, a ponteira composta por uma membrana semipermeável e um medidor EC (Eletrical Conductivity – Condutividade Elétrica) dipolo é cravada no terreno e envia as informações em tempo real através de um cabo que liga os diferentes sensores ao sistema de aquisição de dados. A membrana está localizada em um bloco aquecido ligado a diferentes detectores como o PID (Photo Ionization Detector), FID (Flame Ionization Detector) e XSD (Halogen Specific Detector)”, descreve o engenheiro Scandar Gasperazzo Ignatius.

Segundo ele, com este equipamento foi possível ganhar mais em qualidade e eficiência, porque ao mesmo tempo em que o penetrômetro é cravado, é possível observar os picos de frequência obtidos quando há a queima de algum VOC, em um dos três diferentes detectores, ou mesmo no detector de condutividade elétrica, para compostos inorgânicos em meios saturados não argilosos. Conhecendo a profundidade exata do perfil de subsolo em que estes picos aparecem, é possível realizar amostragens discretas de solo, água e/ou gases, apenas nestas posições, economizando tempo e custo de análises químicas, além de tornar a investigação mais precisa.

A partir deste trabalho em campo, o instituto desenvolveu o SMTP (Sistema Móvel de Tratamento de Poluentes), destinado à injeção de oxidantes e redutores no solo e águas contaminadas. O sistema foi desenvolvido por pesquisadores do IPT em parceria com o BNDES e proporciona uma melhoria funcional no processo de remediação in situ de solo e água subterrânea através da sistematização, integração e controle de forma automatizada das etapas de mistura, homogeneização, acondicionamento temporário e injeção dos agentes de remediação.

Funcionamento

A sistematização possibilita um menor tempo de acondicionamento dos reagentes durante o preparo e homogeneização das soluções, diminuindo a atenuação dos reagentes durante este processo, aumentando a eficiência de degradação das soluções e, consequentemente, reduzindo o consumo de agentes oxidantes e redutores. Além disso, o fato de ter sido estruturado sobre um reboque e possuir um sistema de geração de energia garante ao equipamento mobilidade e autonomia em qualquer região da área contaminada.

Todo o funcionamento do equipamento se baseia em um painel de comandos que controla todas as operações unitárias envolvidas no processo de injeção. Os sistemas de patolamento, injeção de oxidantes e injeção de redutores são todos acionados e controlados por meio deste painel. Os dois sistemas de injeção são independentes, tendo apenas em comum o reservatório de água que os alimentam, de forma individual ou simultânea, necessitando apenas de um operador para abastecer os tanques de mistura com os agentes de remediação.

No caso do sistema de injeção de oxidantes, a mistura da solução é realizada em tanques de homogeneização e transferida para o tanque pulmão já pronta para injeção. Uma bomba de distribuição impulsiona a solução de oxidantes ao conjunto de distribuição, que regula o fluxo de oxidantes até a sonda de injeção conectada ao poço de injeção. Já para o sistema de injeção de agentes redutores a homogeneização da suspensão é realizada em tanques de homogeneização e transferida através de um funil, por meio de uma válvula manual acionada pelo operador.

A saída deste funil está ligada a um sistema de bombeamento que, quando acionado, impulsiona a suspensão de redutores a uma sonda conectada ao poço de injeção. As mangueiras de injeção na saída dos dois sistemas (também de injeção) são conectadas às sondas, através das quais há a transferência sob pressão das soluções oxidantes ou suspensões redutoras, de forma isolada ou simultânea aos poços de injeção dispostos na área contaminada.

Ignatius afirma que o equipamento foi desenvolvido e patenteado com o objetivo de realizar estudos de remediação de solos e água subterrânea, aplicando as técnicas de oxidação e redução química em escala piloto, sendo assim, o IPT não tem o interesse em comercializar o equipamento, produzi-lo em série, e sim vender projetos para utilização do equipamento em estudos de remediação.

Os procedimentos para investigação de uma área contaminada até a execução de um plano de intervenção são regidos pelos órgãos ambientais competentes. Em São Paulo existe o manual de gerenciamento de áreas contaminadas da CETESB, a Lei nº 13.577 do Estado de São Paulo que dispõe sobre diretrizes e procedimentos para a proteção da qualidade do solo e gerenciamento de áreas contaminadas, regulamentada pelo decreto 59.263 de 2013. Em nível federal existe a resolução CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) 420 que dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de atividades antrópicas.

Fonte: Rudder Editora

Foto: IPT

Usina permanece paralisada na Nova Caledônia após vazamento de ácido

 

Usina de tratamento de níquel da Vale em Nova Caledônia, em foto de 14 de setembro de 2013

Usina de tratamento de níquel da Vale em Nova Caledônia, em foto de 14 de setembro de 2013

 

“A usina de tratamento de níquel da brasileira Vale no arquipélago de Nova Caledônia permanecia paralisada nesta quinta-feira, quinze dias após um vazamento de ácido no meio ambiente, resultante de erro humano, indicaram nesta quinta-feira as autoridades locais.

O porto, a usina, a base e a mina desta unidade, localizada em uma baía do sul da Nova Caledônia, foram bloqueados por membros das tribos Kanak da região.

“Um processo de consulta está em curso entre todas as tribos. Duas delas exigem o fechamento definitivo do local, mas uma decisão conjunta será divulgada no sábado”, declarou à AFP Fabrice Wacalie, coordenador do conselho para o meio ambiente, que faz a mediação entre a Vale e as tribos.

No dia 7 de maio, após “um não cumprimento de uma etapa obrigatória de um procedimento crítico”, 96 mil litros de uma solução contendo ácido clorídrico, solventes classificados como poluentes orgânicos, metais e água da chuva foram lançados nos rios da Baía Norte.

De acordo com o Observatório Ambiental, responsável pelo acompanhamento desta usina, que utiliza um processo de tratamento químico, cerca de 1.400 peixes e 277 crustáceos foram encontrados mortos, muitos dos quais pertencentes a espécies protegidas ou ameaçadas de extinção.

Em abril de 2009, o mesmo rio foi poluído por 2.500 litros de ácido após um acidente. A Vale foi condenada a pagar 344.000 euros para as associações ambientais. Desde 2009, sete incidentes mais ou menos graves ocorreram nesta usina, em fase de expansão para eventualmente produzir 60 mil toneladas de níquel e 4.500 de cobalto anualmente.

No mesmo dia do incidente, a província sul emitiu uma ordem exigindo a suspensão da produção.

“A repetição de incidentes provocou certa ??exasperação. A província irá participar ativamente acompanhando este parque industrial”, declarou Philippe Michel, o novo presidente da comunidade eleito em 17 de maio.

Ele indicou que uma análise independente de todas as instalações da Vale estava em andamento.

A Vale tem o compromisso de pagar os salários de cerca de 1.350 funcionários no local até 26 de maio, mas o MEDEF e os sindicatos estão preocupados com o impacto desta crise, enquanto a usina emprega centenas de terceirizados.”

 

Fonte: AFP, disponível em MSN Verde.

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Novas abordagens sobre o estudo do transporte e fluxo dos DNAPL’s

           Uma remediação bem sucedida requer um modelo conceitual (CSM) adequado do local, contendo a geologia, hidrogeologia e a distribuição dos contaminantes. No entanto, a heterogeneidade geológica em subsuperfície tem sido um desafio constante para uma caracterização adequada e a remediação das fontes e plumas de fase livre mais densa do que a água (DNAPL). A compreensão do transporte dos DNAPL’s recentemente avançou devido á disponibilidade das novas tecnologias de alta resolução (HRSC), das decisões sendo tomadas no campo em tempo real e as estratégias para coletar dados com baixo custo para essas três abordagens. Nesse artigo abordaremos temas como o fluxo de massa, o impacto da difusão reversa e como melhorar o entendimento dos riscos envolvidos.

            A medição dos DNAPL’s nas zonas de fluxo e armazenamento ajudam na compreensão do estágio da fase em que se encontra a pluma de contaminação, com isso os potenciais efeitos da difusão reversa podem ser avaliados com uma maior precisão. Hoje no Brasil já existem ferramentas disponíveis para a coleta de dados de alta resolução em tempo real para delimitar com maior precisão a estratigrafia e a hidrogeologia do meio. Equipamentos como o HPT e Waterloo Profiler fornecem medidas quantitativas das condutividades hidráulicas horizontais e verticais. Essas ferramentas utilizadas em conjunto com uma análise direta através de um espectrômetro de massa do tipo Ion Trap (DSITMS), proporcionam uma melhor precisão a distribuição de massa desses contaminantes. O uso combinado dessas ferramentas permite avaliar diretamente o transporte do fluxo de massa, sem a necessidade da instalação de poços de monitoramento.[1]

            Esse novo conceito, realizado através dessas três abordagens, é chamado de Triad, otimiza todo processo de investigação de uma área contaminada. O Triad Approach deve ser executado pelos consultores ambientais para a medição direta do fluxo dos DNAPL’s nas águas subterrâneas, utilizando-se o perfil hidráulico da área e as medições quantitativas pontuais com as amostras da água subterrânea. Com base no modelo conceitual desenvolvido com a caracterização do local em alta resolução, são selecionados um número limitado de pontos e profundidades para a amostragem e análise da água subterrânea com base na variação da ​​condutividade hidráulica e concentração de contaminantes. A concentração das águas subterrâneas analisada em uma determinada localização e profundidade especificas, multiplicado pela condutividade hidráulica geram um índice quantitativo do fluxo advectivo transportado pela água subterrânea. Esse índice de fluxo permite a comparação quantitativa nas zonas de fluxo de massa do local.

            Uma abordagem semelhante deve ser usada para quantificar a relação da contaminação pela fase dissolvida nas zonas de armazenamento e fluxo, abordando a questão da difusão reversa do contaminante que gera plumas de fase dissolvida através dessas fontes secundárias (zonas de armazenamento). Esta abordagem também deve ser aplicada nas áreas fontes de DNAPL com baixo gradiente hidráulico, causadoras da contaminação por difusão nas zonas de baixa permeabilidade, essas plumas são geradas durante anos através do transporte advectivo do contaminante nas zonas permeáveis ​​adjacentes. Nos locais onde apresentam contaminação nas zonas saturadas de baixa permeabilidade, as amostras de solo devem ser coletadas para ser realizada uma medição dessa massa de contaminação. O objetivo desse amostragem é identificar a massa de contaminação em fase dissolvida na água presente nos poros do solo. Essa concentração de massa presente no solo deve ser convertida a uma concentração na água subterrânea equivalente, com base no volume de poros e a densidade do solo. Essa concentração calculada presente na água subterrânea é multiplicado pela condutividade hidráulica para uma melhor delimitação da pluma de contaminação tanto no sentido horizontal como vertical, gerando um índice quantitativo desse fluxo.

            Com a determinação das condutividades hidráulicas e as concentrações do contaminante em ambas as zonas, de transporte advectivo dos aquíferos e nas zonas de baixa permeabilidade, onde a contaminação em fase dissolvida esta armazenada, podemos determinar o fluxo da contaminação por esses diferentes processos de transporte. Um melhor conhecimento desse transporte permiti melhores decisões para o processo de remediação e o gerenciamento da área contaminada por DNAPL’s.

Fabio Minzon – Engenheiro e Diretor da Hidrosuprimentos.

[1] Editado.

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